Instituto e Oficina dos Brennand – como chegar e não se confundir

– Moço,e as esculturas de Francisco Brennand onde estão?
– As esculturas de cerâmica não ficam aqui no Instituto não, moça. Tem o museu e tem a oficina. Muita gente se confunde porque eles são irmãos ou primos, parece. De carro daqui pra lá leva de 10 a 15 minutos…
– Ah, tá…

E a tarde reservada para um só lugar acabou alterando nossa rota. Estava no Instituto Ricardo Brennand, complexo artístico de Recife, mas queria também conhecer parte da obra do artista plástico e ceramista Francisco Brennand. Só pra confirmar a dúvida do diálogo acima, os dois são primos em primeiro grau e, além dos mesmos sobrenomes,  seus negócios com mesma finalidade podem causar uma confusão tamanho família.

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A oficina do ceramista Francisco Brennand com suas obras e formas que impressionam

Localizados no bairro da Várzea, no Recife, área correspondente à Cidade Universitária, ou seja, lado praticamente oposto da zona hoteleira da capital pernambucana. Apesar de já fazer parte do roteiro turístico da cidade e o instituto figurar entre os 25 melhores museus do mundo em recente pesquisa, é preciso estar munido de algumas dicas.

A primeira delas é dê preferência ao carro. Sei que é uma triste recomendação para uma das cidades com o pior trânsito do país, mas no quesito mobilidade esses dois lugares deixam a desejar. Se for seguir para o Ricardo Brennand, o ônibus deixa até um certo ponto. Depois só de carro, táxi ou um translado disponibilizado pelo instituto, que no dia que eu visitei não o vi. Por isso, o automóvel vai te facilitar, seja ele próprio, alugado, táxi ou van fretada. Ah, e não esqueça de um GPS ou aplicativo de celular. Não há – pelo menos não vi – sinalização na BR indicando a via de acesso ao instituto.

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No Instituto Ricardo Brennand podemos encontrar diversas réplicas de obras famosas, como A Dama e O Cavalo, de Botero

O acesso à Oficina Francisco Brennand também possui praticamente como única opção o carro. Após a última parada de ônibus, o visitante tem acesso à entrada do engenho onde fica a oficina. Da entrada até lá são cerca de 3 km de uma linda trilha cercada por mata atlântica que vale até a caminhada, porém não muito segura. Então melhor ir de carro ou combinar a corrida de ida e volta com o taxista, porque – por ser uma área isolada – vai ficar difícil encontrar sinal de internet para solicitar serviço de táxi por aplicativo. Diferente do instituto do primo, há algumas placas indicando a sua localização  nas mediações da avenida Caxangá, principal via de acesso ao celeiro de obras do artista.

Se vale a pena o passeio? Muito! Seja para conhecer a contribuição artística dos dois primos para a cultura pernambucana e brasileira, ou para fugir um pouco do circuito “praia-gastronomia-feirinha de artesanato”dos típicos roteiros das cidades nordestinas. Mesmo de férias ou de folga, o visitante pode ter uma aula de arte em dose dupla e levar muito conhecimento na mala!

Apesar do passeio ter essas complicações sobre como chegar, não deixe de fora do roteiro pelo Recife. Mais para frente faço post falando da minha visita a cada um!

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Cinco lugares que não parecem mas têm fila

Fim de ano, férias e o clima de Acabou Chorare invade o coração de todos, convidando para o tal descanso e pegar a estrada sem medo de ser feliz.

Mas o post de hoje avisa aos navegantes que, por melhor e impressionante que seja o prazer de viajar, pode ser que um ou dois ventos acabem mudando o curso das coisas. Um deles chama-se fila.

Para não encontrar surpresas, seguem cinco locais que me surpreenderam com a quantidade de pessoas dispostas a registrar o momento. Além de servir como uma espécie de planejamento para você, achando que iria passar 10 minutos em um local, acaba passando uma hora.

1. Quadro da Mona Lisa, Museu do Louvre, Paris

A fila pode ser até do conhecimento de muita gente, mas nem todo mundo sabe que, para conseguir ver a pintura mais famosa de Leonardo da Vinci, há dias que entrar em uma roda de hardcore é mais fácil.

Mona_lisa_Louvre

Graças ao milagre que o zoom da câmera pode fazer, geralmente é nesse ângulo qua maioria dos visitantes tira a foto

Por mais que 80% das pessoas falem que “não é essas coisas todas” (eu acho a obra incrível), quem vai ao museu quer ver a Gioconda. Mesmo  todo mundo desejando um souvenir exclusivo, a realidade é uma multidão – dependendo do dia – com câmeras e celulares apontados.

Foto: Viagens com Betina

Apesar de dividir opiniões, a multidão para ver o quadro mais famoso de Da Vinci só multiplica Foto: Viagens com Betina

Por isso, como você não é Beyoncé ou Jay-Z , o jeito é se espremer para garantir um bom ângulo.

Beyoncé sendo Beyoncé, fechando o Louvre só pra ela, filha e o marido Jay -Z Foto: Clickrbs

2. Platarforma 9 3/4, King Cross St. Pancras Station, Londres

Plataforma 9 3/4

“Essa fila toda é por conta do livro ou do filme?”

Esta fila deixa a gente feliz.

Há quem jogue pedra ao ver um monte de pirralho mofando pra tirar foto na plataforma rumo a Hogwarts (para quem não sabe, a porta de entrada para a escola de bruxos do livro/filme Harry Potter). Mas que bom que as pessoas estão cada vez mais procurando por turismo de experiência e organizando roteiros temáticos – nesse caso literário.

Por isso, keep calm e viva a juventude esclarecida!

 

3. Estátua Mafalda, San Telmo, Buenos Aires

estátua da mafalda

A criança à minha direita queria se meter no meio da foto

 

A fila que mais me pegou de surpresa e talvez a que eu tenha demorado mais – cerca de 40 minutos. Porém nada de desespero. Era um domingo, dia mais movimentado na feirinha de San Telmo, e talvez nos outros dias não seja tão tumultuado. O que não pode é deixar de conhecer umas das personagens em quadrinhos mais famosa da América Latina!

4. Túmulo Jim Morrison, Cemitério do Pére Lachaise, Paris

De longe a principal atração do Cemitério do Père Lachaise. Ainda arrisco dizer que – por mais rock n’ roll que seja a atitude de visitar o túmulo do cantor e poeta Jim Morrison – o passeio já não tem muita coisa de alternativo. E a gente pena um pouco para ver o que sobrou do eterno líder do The Doors.

jim morrison pere lachaise

Cheio de flores e homenagens, a impressão é que Morrison morreu semana passada

De toda forma a experiência é bastante interessante. Tem fila, tem polícia acabando com a graça de todo mundo, tem gente levando flores, acendendo vela, cantando e tocando as músicas e aquela mistura incrível que atrai fãs e curiosos!

5. Faixa em frente ao Abbey Road Studios, Londres

Se John Lennon soltou uma vez que os Beatles eram mais famosos que Jesus Cristo, confirmei isso após ver que tem menos gente indo à igreja do que tirando foto atravessando a faixa da Abbey Road, rua que serviu de cenário para capa do homônimo disco do quarteto.

Crossing Abbey Road

Se já estamos aqui, o jeito é tirar com sincronia

Não bastasse a saga que é chegar nos arredores da zebra crossing mais famosa do mundo do rock  (a estação de metrô certa é a Saint John’s Wood e não Abbey Road Station), calcule um bom tempo até que todos os presentes façam seus registros. Fora que a rua é de livre circulação, onde veículos transitam a toda hora enquanto você pena para saber se o cigarro do Paul tá na mão esquerda ou direita.

Enfim, claro que não mencionei as filas clássicas, como as para entrar no Louvre ou no Museu de História Natural de Londres. O objetivo foi apresentar lugares em especial, onde se tira aquela foto aparentemente “sussa”, mas a realidade não é a mesma coisa.

E você, sofreu para tirar alguma foto em algum famoso ponto turístico?

A Fantástica Fábrica da Heineken

Entre flores, Red Lights District e Coffeeshops que diferenciam Amsterdã de qualquer outro lugar do mundo, há uma espécie de “santuário universal”  que faz jovens e adultos de todo planeta se encontrarem nos engradados de uma garrafa verde que contém a “cerveja mais internacional do mundo”. É claro que estamos falando da holandesa Heineken.

entrada heineken experience

Entrada para o paraíso

Há quem ache-a forte demais, amarga demais, mas uma coisa não se pode negar: é a cerveja que mais investe em imagem no mundo. Não por acaso cravou no roteiro de Amsterdã o passeio à sua antiga fábrica, onde hoje abriga a Heineken Experience, um misto de museu, espaço multimídia, visita técnica, loja e parque de diversões para gente grande.

O "Passaporte para o Sucesso" é um odisseia empolgante e inesquecível

O “Passaporte para o Sucesso” é um odisseia empolgante e inesquecível

O tour, de cerca de duas horas, comprova do início ao fim o quanto a marca não busca vender uma cerveja, mas um conceito. Óbvio que não serei estraga-prazeres para falar de todo o passeio, mas já adianto que é um destino imperdível em sua passagem pela capital holandesa. Confesso até que foi um dos meus melhores momentos em viagens, com catarse em cima de catarse, afinal de contas, sou uma admiradora da cerveja e fiquei ainda mais fã após conhecer seu processo de produção na minha HE.

Definitavamente, a visita técnica que desbancou todas do tempo de escola

Definitavamente, a visita técnica que desbancou todas do tempo de escola

Resumindo a ópera, não é só entretenimento, é um mergulho na história de uma empresa, de um produto que faz qualquer viajante se sentir confortável com aquilo que conhece e como tudo aquilo começa.

Serviço

Stadhouderskade 78, Amsterdã

+ 31 (0) 20 523 922

Horário: 11h30 às 19h30 com último tour começando às 17h30

Aberto todos os dias do ano exceto: 01 de janeiro, 30 de abril, 25 e 26 de dezembro.

Entrada: dezoito euros (com direito a dois chopes)

+info: http://www.heineken.com/br/heineken-experience.aspx