Cinco lugares que não parecem mas têm fila

Fim de ano, férias e o clima de Acabou Chorare invade o coração de todos, convidando para o tal descanso e pegar a estrada sem medo de ser feliz.

Mas o post de hoje avisa aos navegantes que, por melhor e impressionante que seja o prazer de viajar, pode ser que um ou dois ventos acabem mudando o curso das coisas. Um deles chama-se fila.

Para não encontrar surpresas, seguem cinco locais que me surpreenderam com a quantidade de pessoas dispostas a registrar o momento. Além de servir como uma espécie de planejamento para você, achando que iria passar 10 minutos em um local, acaba passando uma hora.

1. Quadro da Mona Lisa, Museu do Louvre, Paris

A fila pode ser até do conhecimento de muita gente, mas nem todo mundo sabe que, para conseguir ver a pintura mais famosa de Leonardo da Vinci, há dias que entrar em uma roda de hardcore é mais fácil.

Mona_lisa_Louvre

Graças ao milagre que o zoom da câmera pode fazer, geralmente é nesse ângulo qua maioria dos visitantes tira a foto

Por mais que 80% das pessoas falem que “não é essas coisas todas” (eu acho a obra incrível), quem vai ao museu quer ver a Gioconda. Mesmo  todo mundo desejando um souvenir exclusivo, a realidade é uma multidão – dependendo do dia – com câmeras e celulares apontados.

Foto: Viagens com Betina

Apesar de dividir opiniões, a multidão para ver o quadro mais famoso de Da Vinci só multiplica Foto: Viagens com Betina

Por isso, como você não é Beyoncé ou Jay-Z , o jeito é se espremer para garantir um bom ângulo.

Beyoncé sendo Beyoncé, fechando o Louvre só pra ela, filha e o marido Jay -Z Foto: Clickrbs

2. Platarforma 9 3/4, King Cross St. Pancras Station, Londres

Plataforma 9 3/4

“Essa fila toda é por conta do livro ou do filme?”

Esta fila deixa a gente feliz.

Há quem jogue pedra ao ver um monte de pirralho mofando pra tirar foto na plataforma rumo a Hogwarts (para quem não sabe, a porta de entrada para a escola de bruxos do livro/filme Harry Potter). Mas que bom que as pessoas estão cada vez mais procurando por turismo de experiência e organizando roteiros temáticos – nesse caso literário.

Por isso, keep calm e viva a juventude esclarecida!

 

3. Estátua Mafalda, San Telmo, Buenos Aires

estátua da mafalda

A criança à minha direita queria se meter no meio da foto

 

A fila que mais me pegou de surpresa e talvez a que eu tenha demorado mais – cerca de 40 minutos. Porém nada de desespero. Era um domingo, dia mais movimentado na feirinha de San Telmo, e talvez nos outros dias não seja tão tumultuado. O que não pode é deixar de conhecer umas das personagens em quadrinhos mais famosa da América Latina!

4. Túmulo Jim Morrison, Cemitério do Pére Lachaise, Paris

De longe a principal atração do Cemitério do Père Lachaise. Ainda arrisco dizer que – por mais rock n’ roll que seja a atitude de visitar o túmulo do cantor e poeta Jim Morrison – o passeio já não tem muita coisa de alternativo. E a gente pena um pouco para ver o que sobrou do eterno líder do The Doors.

jim morrison pere lachaise

Cheio de flores e homenagens, a impressão é que Morrison morreu semana passada

De toda forma a experiência é bastante interessante. Tem fila, tem polícia acabando com a graça de todo mundo, tem gente levando flores, acendendo vela, cantando e tocando as músicas e aquela mistura incrível que atrai fãs e curiosos!

5. Faixa em frente ao Abbey Road Studios, Londres

Se John Lennon soltou uma vez que os Beatles eram mais famosos que Jesus Cristo, confirmei isso após ver que tem menos gente indo à igreja do que tirando foto atravessando a faixa da Abbey Road, rua que serviu de cenário para capa do homônimo disco do quarteto.

Crossing Abbey Road

Se já estamos aqui, o jeito é tirar com sincronia

Não bastasse a saga que é chegar nos arredores da zebra crossing mais famosa do mundo do rock  (a estação de metrô certa é a Saint John’s Wood e não Abbey Road Station), calcule um bom tempo até que todos os presentes façam seus registros. Fora que a rua é de livre circulação, onde veículos transitam a toda hora enquanto você pena para saber se o cigarro do Paul tá na mão esquerda ou direita.

Enfim, claro que não mencionei as filas clássicas, como as para entrar no Louvre ou no Museu de História Natural de Londres. O objetivo foi apresentar lugares em especial, onde se tira aquela foto aparentemente “sussa”, mas a realidade não é a mesma coisa.

E você, sofreu para tirar alguma foto em algum famoso ponto turístico?

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Mochilão de primeira viagem – Europa no Inverno

“Nossa, Mari, você por aqui…”

Pois é. Se você já me acompanha, peço desculpas pelo sumiço (mas prometi a mim mesma que desse espaço não largo nem tão cedo). Mas, caso você chegou por ter buscado dicas de mochilão pela Europa, seja muito bem-vindo (a) e parabéns pelo bom gosto por escolher o Velho Continente para passar uns dias e curtir o inverno por lá – isso se você for em breve.

Para começar, vou fazer algumas perguntas. Você quer muito fazer um mochilão, certo? E se é mochilão é porque, além da liberdade, você quer como 90% dos viajantes, dicas boas, bonitas e baratas pra não cair em roubadas?

Então, segue um roteirinho de 15 dias e seis países a serem visitados, com as cidades tanto incríveis quanto democráticas para a sua primeira trip europeia.

Dia 1 – Chegada de Londres: talvez seja a cidade mais organizada para descer do aeroporto e pegar outro voo, chegar à estação de trem e de ônibus para seguir viagem. Não que as capitais dos outros países sejam ruins, mas dessa tenho conhecimento de causa. Fora o jeito inglês de esbanjar gentileza e, se você manjar um pouquinho da língua, melhor ainda. Dica: siga viagem e deixe pra conhecer a Terra da Rainha na volta.

Dia 2 – Paris. Você pode ir de avião, trem e ônibus. Esse último quando chega no Canal da Mancha a gente vai de ferry e depois pega a estrada outra vez. Mas claro, prefira avião ou trem! Chegando mais rápido, dá pra aproveitar bem e já conhecer os destinos principais.

London Eye

Londres é um dos melhores pontos de partida para seu mochilão

Dia 3 – Mais Paris!

Dia 4 – Um pouquinho de Paris, que nunca é demais – só indo pra lá pra saber – e preparando a noite pra pegar o bonde até os Alpes Suiços.

Dia 5 – Visitando os Alpes, a dica é a montanha Jungfrau, à noite é seguir rumo a Viena.

Dia 6 – Viena

Dia 7 – Viena e seguindo à noite para Munique, Alemanha.

Dia 8 – Munique e seguir para Berlim.

Dia 9 – Berlim

Dia 10 – Berlim e seguindo para Amsterdã

Dia 11 – Amsterdã

Vamo ali_ canais de amsterdã

Canais de Amsterdã, destino imperdível para quem faz a primeira trip pelo Velho Continente

Dia 12 – Amsterdã e rumo à Londres.

Dia 13 – Londres

Dia 14 – Londres de novo, claro

Dia 15 – Dia de dar “goodbye”a Londres e voltar para o Brasil.

Agora considerações finais…

Tá com uma graninha a mais e tempo? Estique o roteiro para dois ou três dias e não deixe de conhecer Brugges, na Bélgica, e Salzburgo, na Áustria.

De trem é melhor? Bem melhor! Principalmente se combinar com passes. Mas conto depois o processo.

Média de uma viagem saindo de São Paulo ou Rio até a capital inglesa? Umas 15 horas contando escalas e conexões.

A vantagem de ir e voltar da mesma cidade é que fica mais barato, apesar de você se cansar mais um poquinho. mas fazer o quê? No pain, no gain!

Valores? Bom, não sou profeta do amanhã, porém estou aqui pra ajudar. Quanto às passagens de avião e passes de trem eu não posso estabelecer uma quantia, até porque preço de transporte é algo que oscila bastante. Agora, vai por mim. Média de 1.200 euros para hospedagem – claro que estou falando de hostels – e demais despesas com refeições e passeios.Ah, e nunca nunca esqueça de fazer seguro de saúde na viagem!

Pouco? Talvez, mas entenda que seu objetivo é agregar bons momentos e não acúmulo de coisas e informações. É vida real nas “Zoropa”, nêgo! Esquema mochila, pé-no-chão, sacou?!

Bom, esse é o roteiro seco, afinal de contas é apenas a dica de destino. Elaborar o roteiro minucioso eu vou fazendo isso cidade por cidade.

E aí, vamo ali mochilar?

Oxford – dotada de conhecimento

Mais que uma cidade universitária, Oxford, na Inglaterra, deixa em cada uma de suas ruas a devida parcela de contribuição para a história e o pensamento científico. Não por acaso, está no ranking das 10 melhores universidades do mundo.

Entrada de acesso para Christchurch College

Entrada de acesso para Christchurch College Foto: Thamiris Travassos

Achando pouco o berço de grandes pensadores e pensamentos, a cidade não possui simplesmente um campus, mas são cerca de 40 faculdades espalhadas pela cidade onde muitas datam do século XIII (já imaginou?). As mais famosas são Magdalen College, New College, St. Johns, Christchurch, essa última serviu de cenário para os primeiros filmes da franquia Harry Potter (lembra das cenas no refeitório?).

A Biblioteca Bodleian e seu projeto arquitetônico que inclui oito andares, sendo cinco subterrâneos

A Biblioteca Bodleian e seu projeto arquitetônico que inclui oito andares, sendo cinco subterrâneos Foto: Thamiris Travassos

Fazendo valer a tradição, tem em seu alunado figuras ilustres da política como o ex-presidente americano Bill Clinton, o ex-primeiro ministro Tony Blair e os escritores Oscar Wilde, C S Lewis (As Crônicas de Nárnia),  J R R Tolkien (O Senhor dos Anéis) e Lewis Carroll (Alice no País das Maravilhas). Por falar em livros, um dos prédios mais interessantes é o da biblioteca Bodleian – que até onde eu sei é proibida a entrada de visitantes que não esteja lá para fins acadêmicos.

Em linhas gerais, Oxford é o passeio que vale a pena para quem está com os olhos voltados para as terras inglesas, principalmente pelo fato de estar cerca de uma hora de Londres. Bom pra quem está fazendo um tour e também para quem vai para o Reino Unido estudar inglês, destino bastante procurado especialmente por estudantes brasileiros.

Letreiro da loja temática com produtos inspirados no romance Alice no País das maravilgas, de Lewis Carroll

Letreiro da loja temática com produtos inspirados no romance Alice no País das maravilgas, de Lewis Carroll

 

silence please

Shhhhhh

 

streetart

Artista de rua animando os passantes

 

oxfordstudent

Uniforme “discreto” de um aluno

 

Jorge Amado in Oxford

Jorge Amado em uma livraria