Checklist da viagem! Cuidados e o que não se deve esquecer

A combinação de sair para viajar e largar tudo é o desejo de muitos. Mas nem sempre a tal soma rende um resultado que desejamos. Por mais que liberdade e despreocupação sejam as alavancas que acionamos quando vamos sair por aí, tenho uma observação sincera para fazer: ser livre custa um preço e muita responsabilidade.
Liberdade com desorganização, além de não ser uma boa mistura em qualquer área da sua vida, pode levar você a consequências inesperadas. Por isso, a organização prévia da sua viagem é fundamental para justamente aproveitá-la, preparando-se na hora dos imprevistos, sem retrabalhos e demais contratempos – inclusive financeiros.
Sem mais delongas, deixo abaixo uma checklist básica para tentar auxiliar sobre o que não se deve esquecer e assim evitar dores de cabeça (diga-se de passagem, o analgésico também se encontra na lista).

A lista da viagenzinha feliz!

fonte: Sd Times

Na bagagem

  • Celular (e carregador)
  • Câmera (bateria e carregador da bateria)
  • Notebook (e carregador)
  • Tablet (e carregador)
  • Fones de ouvido
  • Livro ou Kindle
  • Caneta e um pequeno caderno para anotações
  • Roupas íntimas e meias
  • troca de roupa da mala de mão
  • Pijamas
  • Óculos de grau
  • Óculos escuros
  • Necessaire de higiene pessoal (Sabonete, Escova de dentes e de cabelo, creme dental, desodorante, shampoo, condicionador, perfume,  protetor solar, absorventes íntimos para as moças…)
  • Necessaire de maquiagem
  • Toalha (caso não fique em hotel)
  • Chinelo
  • Confirmação das reservas de hospedagem, voos e demais trajetos (de preferência impressos)
  • Apólice do seguro viagem

Documentos: passaporte, RG, CNH e Permissão Internacional para Dirigir (PID), cartões de crédito, débito e cartão Travel Money, Carteirinha Internacional de Vacinação e carteira de convênio de saúde (caso seja de cobertura nacional).

Farmacinha: analgésico, antitérmico, pomadas para queimadura e alergias,  repelente, curativos adesivos para pequenos ferimentos e antibióticos com as receitas carimbadas pelo médico. Se fizer uso contínuo de algum medicamento, também terá de levar a receita . Para os diabéticos, pode levar a insulina  na bagagem de mão, armazenada em recipiente com proteção térmica (é imprescindível apresentar ao fiscal de bagagem, juntamente com as seringas e agulhas armazenadas em recipiente lacrado).

Em casa

  • Retirar os sacos de lixo das lixeiras (evita mau cheiro por conta da casa fechada  e o aparecimento de insetos)
  • Desligar os eletrodomésticos na tomada (com exceção da geladeira e do freezer)
  • Não deixar comida prontas em depósitos na geladeira
  • Não deixar frutas nas fruteiras
  • Verificar se as torneiras e duchas estão fechadas
  • Verificar se as bocas do fogão estão fechadas (se possível feche o regulador da mangueira de gás)
  • Verificar se as luzes estão apagadas (isso para quem mora em apartamento. Quem vive em casa, procurar deixar acesas as luzes das áreas externas, dando a impressão de que há gente)

Na vida

  • Planeje sua viagem
  • Procure ser uma pessoa pontual também no seu dia a dia
  • Alimente-se bem
  • Organize seu orçamento para não passar perrengue
  • Prepare-se fisicamente e mentalmente para o seu destino

 

fonte: Que la pases lindo!

Bem, não prometo deixar a sua viagem perfeita, mas espero que esta checklist a torne bem mais prazerosa.

Este post usou referências na Checklist  do Viajar com pouco

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Meus cinco “road movies” preferidos

Partindo do princípio de que a inspiração vem antes da execução, de falta de referências nessa vida eu não morro. E se o assunto é cinema, há filmes que realmente nos fazem produzir mais ideias e nos ajuda a traçar projetos. Como eu sei que não sou a única com essa linha de pensamento, reuni alguns road movies para  fazer vocês viajarem (oh, trocadilho mais tacanho!).

Cena do filme Central do Brasil, de Walter Salles Jr

Cena do filme Central do Brasil de Walter Salles

Mas o que é um road movie?

Pela tradução é um “filme de estrada”. Essas tramas buscam explorar os episódios que acontecem no caminho e vão contando a história . Enquanto  Para Roma com Amor, de Woody Allen, a capital italiana é cenário para o filme, os meus cinco listados abaixo descrevem a trajetória percorrida  na viagem e como isso vai dando sentido às personagens e paisagens retratadas.

1. O Mágico de Oz, de Richard Thorpe, George Cukor e Victor Fleming (1939)

Se não for pra pôr fantasia no negócio então nem adianta sonhar. Porque, antes de tudo, todo viajante é um sonhador. E gosto tanto deste filme que virou inspiração para o nome do blog.

Na minha opinião, Dorothy de uma forma representa tudo que somos em nossas jornadas mundo afora. Cansados da nossas cidades, sempre estamos “fugindo”, buscando lugares melhores “além do arco-íris”, encontrando pesssoas legais e interessantes ao longo da estrada e quando a gente vê que cumprimos nossa missão, voltamos pra casa.

O filme jajá beira as oito décadas, mas sempre vale assisti-lo em qualquer época.

2. Central do Brasil, de Walter Salles (1998)

Tá na lista por dois motivos. Por próprio mérito, mas também por uma questão política, se assim posso dizer.

Uma vez indiquei este filme pra uma garota de uns 13 anos por ela comentar que não gostava de filme nacional porque a maioria era “pornográfico”. Alô, 2015 e tem gente que ainda acha que nosso cinema se sustenta com pornochanchada?!

O que me chama atenção no longa é o contraste entre roteiro e paisagem. Enquanto a relação entre a mulher – Dora, vivida por Fernanda Montenegro – e um garoto que ela leva para encontrar o pai no interior de Pernambuco é distante no início da jornada, vai tomando doses de delicadeza e carinho, em contrapartida a um cenário cada vez mais árido e sofrido à medida que vão chegando ao destino final.

3. Sem Destino, de Dennis Hopper (1969)

O filme já vale pela trilha sonora, que inclui a clássica Born to be Wild, praticamente um hino dos motoqueiros e de quem curte pegar a estrada. A história pode servir inclusive de guia para quem deseja desbravar as rotas das estradas norte-americanas. Quer entender a contracultura? Nada como um filme da época!

Destaque para a incrível e breve (olha o spoiler, Mari) atuação de Jack Nicholson.

4. Diários de Motocicleta, de Walter Salles (2004)

Mais um road movie do premiado Walter Salles. Baseado nos diários de Ernesto Che Guevarra, conta a sua viagem pela América do Sul junto ao amigo Alberto Granada montados em uma moto. Como a história se passa nos anos 50, é impressionante ver lugares atualmente tomados pelo turismo, como Machu Picchu e a floresta Amazônica, praticamente só povoados com nativos.

E antes de me tacarem a alcunha de “petralha” e me mandarem ir para Cuba por falar deste filme genial sobre parte da vida do guerrilheiro comunista, a viagem do jovem Ernesto aconteceu bem antes de tudo isso e o roteiro nem chegou a incluir a ilha de Fidel. Ah, sem contar que é uma baita aula sobre a civilização do nosso continente, que muito brasileiro insiste em não considerar.

5. Uma Vida Iluminada, de Liev Schreiber (2005)

Apesar de ser rodado boa parte em Praga, o filme do retrata uma Ucrânia tanto folclórica e distante  – como a maioria conhece – como também mágica e lúdica. Uma fotografia esplêndida para contar a viagem do judeu americano Jonathan Safran Foe ao país de seu avô, não apenas para descobrir sobre a fuga de seus antepassados do holocausto, mas também para conhecer a si mesmo.

Ah, e vale também menção honrosa para Pequena Miss Sunshine, Thelma e Louise, Da Natureza Selvagem e o nacional Cinema, Aspirinas e Urubus.

Mochilão de primeira viagem – Europa no Inverno

“Nossa, Mari, você por aqui…”

Pois é. Se você já me acompanha, peço desculpas pelo sumiço (mas prometi a mim mesma que desse espaço não largo nem tão cedo). Mas, caso você chegou por ter buscado dicas de mochilão pela Europa, seja muito bem-vindo (a) e parabéns pelo bom gosto por escolher o Velho Continente para passar uns dias e curtir o inverno por lá – isso se você for em breve.

Para começar, vou fazer algumas perguntas. Você quer muito fazer um mochilão, certo? E se é mochilão é porque, além da liberdade, você quer como 90% dos viajantes, dicas boas, bonitas e baratas pra não cair em roubadas?

Então, segue um roteirinho de 15 dias e seis países a serem visitados, com as cidades tanto incríveis quanto democráticas para a sua primeira trip europeia.

Dia 1 – Chegada de Londres: talvez seja a cidade mais organizada para descer do aeroporto e pegar outro voo, chegar à estação de trem e de ônibus para seguir viagem. Não que as capitais dos outros países sejam ruins, mas dessa tenho conhecimento de causa. Fora o jeito inglês de esbanjar gentileza e, se você manjar um pouquinho da língua, melhor ainda. Dica: siga viagem e deixe pra conhecer a Terra da Rainha na volta.

Dia 2 – Paris. Você pode ir de avião, trem e ônibus. Esse último quando chega no Canal da Mancha a gente vai de ferry e depois pega a estrada outra vez. Mas claro, prefira avião ou trem! Chegando mais rápido, dá pra aproveitar bem e já conhecer os destinos principais.

London Eye

Londres é um dos melhores pontos de partida para seu mochilão

Dia 3 – Mais Paris!

Dia 4 – Um pouquinho de Paris, que nunca é demais – só indo pra lá pra saber – e preparando a noite pra pegar o bonde até os Alpes Suiços.

Dia 5 – Visitando os Alpes, a dica é a montanha Jungfrau, à noite é seguir rumo a Viena.

Dia 6 – Viena

Dia 7 – Viena e seguindo à noite para Munique, Alemanha.

Dia 8 – Munique e seguir para Berlim.

Dia 9 – Berlim

Dia 10 – Berlim e seguindo para Amsterdã

Dia 11 – Amsterdã

Vamo ali_ canais de amsterdã

Canais de Amsterdã, destino imperdível para quem faz a primeira trip pelo Velho Continente

Dia 12 – Amsterdã e rumo à Londres.

Dia 13 – Londres

Dia 14 – Londres de novo, claro

Dia 15 – Dia de dar “goodbye”a Londres e voltar para o Brasil.

Agora considerações finais…

Tá com uma graninha a mais e tempo? Estique o roteiro para dois ou três dias e não deixe de conhecer Brugges, na Bélgica, e Salzburgo, na Áustria.

De trem é melhor? Bem melhor! Principalmente se combinar com passes. Mas conto depois o processo.

Média de uma viagem saindo de São Paulo ou Rio até a capital inglesa? Umas 15 horas contando escalas e conexões.

A vantagem de ir e voltar da mesma cidade é que fica mais barato, apesar de você se cansar mais um poquinho. mas fazer o quê? No pain, no gain!

Valores? Bom, não sou profeta do amanhã, porém estou aqui pra ajudar. Quanto às passagens de avião e passes de trem eu não posso estabelecer uma quantia, até porque preço de transporte é algo que oscila bastante. Agora, vai por mim. Média de 1.200 euros para hospedagem – claro que estou falando de hostels – e demais despesas com refeições e passeios.Ah, e nunca nunca esqueça de fazer seguro de saúde na viagem!

Pouco? Talvez, mas entenda que seu objetivo é agregar bons momentos e não acúmulo de coisas e informações. É vida real nas “Zoropa”, nêgo! Esquema mochila, pé-no-chão, sacou?!

Bom, esse é o roteiro seco, afinal de contas é apenas a dica de destino. Elaborar o roteiro minucioso eu vou fazendo isso cidade por cidade.

E aí, vamo ali mochilar?